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sexta-feira, 17 de abril de 2020

Distinções entre Hidroxicloroquina e Cloroquina sem associação com Zinco.


3 – Distinções entre Hidroxicloroquina e Cloroquina sem associação com Zinco.
A pesquisa FARMACOLOGIA CLÍNICA: “HIDROXICLOROQUINA ASSOCIADA AO ZINCO” - URM Protocolo de Farmacocinética, Farmacodinâmica, Cronofarmacobiologia no contexto do uso profilático e tratamento dos profissionais de saúde envolvidos nos casos suspeitos
I - DA HIDROXICLOROQUINA.
A – INDICAÇÃO TERAPÊUTICA. (*)
                                             I.               Considerando que a Hidroxicloroquina é medicamento de uso no tratamento da malária, que é uma doença transmitida por mosquitos e causada por protozoários parasitários do gênero Plasmodium;
                                            II.               Considerando que os Protozoários ou Protozoa microorganismos eucarióticos geralmente unicelulares e heterotróficos (não possui a capacidade de produzir seu próprio alimento, e por isso se alimenta de seres vivos);
                                           III.               Considerando que a classificação deste parasita é controversa, pois inclui diversos seres semelhantes que não possuem relação evolutiva, sendo assim um grupo polifilético, ou seja, grupo que não inclui o ancestral comum de todos os indivíduos, que une diferentes tipos de organismos microscópicos que não se encaixam no reino Metazoa;
                                          IV.               Considerando que as pesquisas de Brusca & Brusca, nos doutrina que “... protozoários são os seres eucariontes que não apresentam nível de organização tecidual como às plantas e os animais e não passam pelo processo de formação dos folhetos embrionários que ocorre nesses grupos; BRUSCA, Richard C. & BRUSCA, Gary J." Invertebrados. Capítulo 5. 2ª Edição. Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan, 2003ISBN 978-85-277-1258-3.
                                           V.               Considerando que estes parasitas fazem parte do reino Protista, junto com as algas unicelulares crisófitas, euglenófitas e pirrófitas de acordo com suas semelhanças mais evidentes;
                                          VI.               Considerando que protozoários são classicamente divididos em quatro grupos de acordo com o seu meio de locomoção;
                                        VII.               Considerando que estes micro-organismos (os Protozoários ou Protozoa) estão presentes em muitos ambientes alguns levam vida parasitária causando doenças em animais (febre, cistos e outros males em seus hospedeiros) e muitos destes protozoários causam doenças nos seres humanos e a outros animais vertebrados, assim ocasionando várias Patogenias, exemplos:
a)              O Trypanosoma cruzi, exemplo, é um protozoário flagelado causador da doença de Chagas.
b)              Amebíase - pela Entamoeba histolytica.
c)               A giardíase - Giardia lamblia;
d)              A malária causada pelos Plasmódios;
e)              Leishmaniose visceral, etc.
B – INDICAÇÃO PREVENTIVA OU TERAPÊUTICA PODE PROVOCAR MUTAÇÕES GENÉTICAS.
1.           Não se alardeia aqui a ideia de que o uso da HIDROXICLOROQUINA ASSOCIADA AO ZINCO no contexto do uso profilático possa provocar mutações. E pode!
2.           Porém, o uso profilático HIDROXICLOROQUINA, pode trazer problemas de efeitos adversos (Oftalmologia Clínica).
B.1 - Exemplo: “ACUIDADE VISUAL”.
3.           Estudos desenvolvidos com objetivo de avaliar a associação entre altas dosagens de derivados da 4-aminoquinolona com alterações na acuidade visual, fundo de olho e campo visual. Foram relatados.
4.           Um estudo utilizando métodos científicos foi apresentado à comunidade científica da pesquisa farmacológica.
Um estudo prospectivo.
5.           Estudo prospectivo de 86 pacientes em uso de cloroquina ou hidroxicloroquina (Plaquinolâ) cuja visita inicial consistiu do exame da acuidade visual, biomicroscopia do segmento anterior do olho, oftalmoscopia binocular indireta, campimetria computadorizada (estímulo vermelho, programa 10.2-central), cálculo da dose diária e dose cumulativa usada pelo paciente. Consideradas doses cumulativas tóxicas de cloroquina ³100 g e hidroxicloroquina (Plaquinolâ) ³300 g.
6.           Resultados: Todos os 86 pacientes examinados eram mulheres, média de idade = 45,08 anos (DP=14,63), usando cloroquina (n=13) ou hidroxicloroquina (n=73).
7.           Verificou-se uma associação entre a exposição às drogas e a baixa da visão com significância estatística (p=0,05) e risco relativo=0,3 (IC=0,1-1,1).
8.           À fundoscopia, nenhum paciente usuário de cloroquina (dose não tóxica) apresentou alteração macular e 41,7% (n=5) daqueles com doses tóxicas apresentaram alterações.
9.           No grupo da hidroxicloroquina, 21,8% (n=13) apresentaram alterações fundoscópicas com doses não tóxicas, e 17,6% (n=3) com doses tóxicas.
10.        Comparando pacientes com alterações campimétricas e aqueles sem alterações nos grupos usando cloroquina (p=0,423) e hidroxicloroquina (p=0,999), não houve diferença estatisticamente significativa entre alteração de campo visual e dose tóxica da droga.
Conclusão:
11.        A perda visual maior ocorreu nos usuários de cloroquina. Esse dado ressalta a importância da medida da acuidade visual na avaliação e acompanhamento de pacientes em uso dos derivados da 4-aminoquinolona.
12.        Não foi observada diferença significativa entre os usuários de altas e baixas doses dos derivados da 4-aminoquinolona que apresentaram alteração de campo visual.
Para pesquisa/Descritores:
13.        Retina/efeitos de drogas;
14.        Acuidade visual/efeitos de drogas;
15.        Campos visuais/efeitos de drogas;
16.        Fundo de olho;
17.        Mácula lútea/efeitos de drogas;
18.        Doenças retinianas/induzido quimicamente;
19.        Escotoma/etiologia;
20.        Hidroxicloroquina/administração & dosagem;
21.        Hidroxicloroquina/toxicidade;
22.        Cloroquina/administração & dosagem;
23.        Cloroquina/toxicidade;
24.        Toxicidade de drogas;
25.        Estudo comparativo.

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