3
– Distinções entre Hidroxicloroquina e Cloroquina sem associação com Zinco.
A
pesquisa FARMACOLOGIA CLÍNICA: “HIDROXICLOROQUINA
ASSOCIADA AO ZINCO” - URM Protocolo de Farmacocinética, Farmacodinâmica,
Cronofarmacobiologia no contexto do uso profilático e tratamento dos
profissionais de saúde envolvidos nos casos suspeitos
I
- DA HIDROXICLOROQUINA.
A
– INDICAÇÃO TERAPÊUTICA. (*)
I.
Considerando que a Hidroxicloroquina é
medicamento de uso no tratamento da malária, que é uma doença transmitida por
mosquitos e causada por protozoários parasitários do gênero Plasmodium;
II.
Considerando que os Protozoários ou Protozoa
microorganismos eucarióticos geralmente unicelulares e heterotróficos (não
possui a capacidade de produzir seu próprio alimento, e por isso se alimenta de
seres vivos);
III.
Considerando que a classificação deste
parasita é controversa, pois inclui diversos seres semelhantes que não possuem
relação evolutiva, sendo assim um grupo polifilético, ou seja, grupo que não
inclui o ancestral comum de todos os indivíduos, que une diferentes tipos de
organismos microscópicos que não se encaixam no reino Metazoa;
IV.
Considerando que as pesquisas de Brusca &
Brusca, nos doutrina que “... protozoários são os seres eucariontes que não
apresentam nível de organização tecidual como às plantas e os animais e não
passam pelo processo de formação dos folhetos embrionários que ocorre nesses
grupos; BRUSCA, Richard C. & BRUSCA, Gary
J." Invertebrados.
Capítulo 5. 2ª Edição. Rio de
Janeiro:
Editora Guanabara Koogan, 2003. ISBN 978-85-277-1258-3.
V.
Considerando que estes parasitas fazem parte
do reino Protista, junto com as algas unicelulares crisófitas, euglenófitas e
pirrófitas de acordo com suas semelhanças mais evidentes;
VI.
Considerando que protozoários são
classicamente divididos em quatro grupos de acordo com o seu meio de locomoção;
VII.
Considerando que estes micro-organismos (os
Protozoários ou Protozoa) estão presentes em muitos ambientes alguns levam vida
parasitária causando doenças em animais (febre, cistos e outros males em seus
hospedeiros) e muitos destes protozoários causam doenças nos seres humanos e a
outros animais vertebrados, assim ocasionando várias Patogenias, exemplos:
a)
O Trypanosoma cruzi, exemplo, é um
protozoário flagelado causador da doença de Chagas.
b)
Amebíase - pela Entamoeba histolytica.
c)
A giardíase - Giardia lamblia;
d)
A malária causada pelos Plasmódios;
e)
Leishmaniose visceral, etc.
B
– INDICAÇÃO PREVENTIVA OU TERAPÊUTICA PODE PROVOCAR MUTAÇÕES GENÉTICAS.
1.
Não se alardeia aqui a ideia de que o uso da
HIDROXICLOROQUINA ASSOCIADA AO ZINCO no contexto do uso profilático possa
provocar mutações. E pode!
2.
Porém, o uso profilático HIDROXICLOROQUINA,
pode trazer problemas de efeitos adversos (Oftalmologia Clínica).
B.1 - Exemplo: “ACUIDADE
VISUAL”.
3.
Estudos desenvolvidos com objetivo de avaliar
a associação entre altas dosagens de derivados da 4-aminoquinolona com
alterações na acuidade visual, fundo de olho e campo visual. Foram relatados.
4.
Um estudo utilizando métodos científicos foi
apresentado à comunidade científica da pesquisa farmacológica.
Um estudo prospectivo.
5.
Estudo prospectivo de 86 pacientes em uso de
cloroquina ou hidroxicloroquina (Plaquinolâ) cuja visita inicial consistiu do
exame da acuidade visual, biomicroscopia do segmento anterior do olho,
oftalmoscopia binocular indireta, campimetria computadorizada (estímulo
vermelho, programa 10.2-central), cálculo da dose diária e dose cumulativa
usada pelo paciente. Consideradas doses cumulativas tóxicas de cloroquina ³100
g e hidroxicloroquina (Plaquinolâ) ³300 g.
6.
Resultados: Todos os 86 pacientes examinados
eram mulheres, média de idade = 45,08 anos (DP=14,63), usando cloroquina (n=13)
ou hidroxicloroquina (n=73).
7.
Verificou-se uma associação entre a exposição
às drogas e a baixa da visão com significância estatística (p=0,05) e risco
relativo=0,3 (IC=0,1-1,1).
8.
À fundoscopia, nenhum paciente usuário de
cloroquina (dose não tóxica) apresentou alteração macular e 41,7% (n=5)
daqueles com doses tóxicas apresentaram alterações.
9.
No grupo da hidroxicloroquina, 21,8% (n=13)
apresentaram alterações fundoscópicas com doses não tóxicas, e 17,6% (n=3) com
doses tóxicas.
10.
Comparando pacientes com alterações
campimétricas e aqueles sem alterações nos grupos usando cloroquina (p=0,423) e
hidroxicloroquina (p=0,999), não houve diferença estatisticamente significativa
entre alteração de campo visual e dose tóxica da droga.
Conclusão:
11.
A perda visual maior ocorreu nos usuários de
cloroquina. Esse dado ressalta a importância da medida da acuidade visual na
avaliação e acompanhamento de pacientes em uso dos derivados da
4-aminoquinolona.
12.
Não foi observada diferença
significativa entre os usuários de altas e baixas doses dos derivados da
4-aminoquinolona que apresentaram alteração de campo visual.
Para pesquisa/Descritores:
13.
Retina/efeitos de drogas;
14.
Acuidade visual/efeitos de drogas;
15.
Campos visuais/efeitos de drogas;
16.
Fundo de olho;
17.
Mácula lútea/efeitos de drogas;
18.
Doenças retinianas/induzido quimicamente;
19.
Escotoma/etiologia;
20.
Hidroxicloroquina/administração &
dosagem;
21.
Hidroxicloroquina/toxicidade;
22.
Cloroquina/administração & dosagem;
23.
Cloroquina/toxicidade;
24.
Toxicidade de drogas;
25.
Estudo comparativo.
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